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O fim do clique? Como a busca com IA está desmontando o topo do funil no Google

Entenda como AI Overviews, Gemini e AI Mode estão reduzindo cliques no Google e mudando o topo do funil das marcas.
O fim do clique? Como a busca com IA está desmontando o topo do funil no Google

O topo do funil sempre foi sobre cliques, e isso está acabando. A lógica antiga era assim: aparecer no Google, ganhar o clique e controlar a experiência no site. Na era da busca com IA, o Google passa a entregar a resposta antes do acesso ao site, e parte relevante do funil começa a acontecer dentro da própria SERP.

Toda essa mudança começou a se consolidar quando o Google lançou oficialmente os AI Overviews em maio de 2024, durante o Google I/O, transformando um experimento anterior em componente central da busca.

Será que estamos diante do fim do clique? Para entender o que realmente muda e como as marcas podem se adaptar, confira o guia abaixo.

Como a AI Overviews mudou as buscas no Google?

AI Overviews são resumos gerados por inteligência artificial exibidos no topo da página de resultados do Google, combinando informações de múltiplas fontes e oferecendo respostas diretas antes mesmo dos links tradicionais aparecerem. 

É fácil de identificar: a AI Overview aparece como um bloco destacado, geralmente antes dos links orgânicos tradicionais, trazendo uma resposta estruturada para a pergunta do usuário, acompanhada de links secundários para quem deseja se aprofundar. 

Resultados do Google com AI Overview explicando aspectos legais de criar perfil falso no Brasil, incluindo lista de crimes e leis relacionadas.

Uma pesquisa baseada em dados da Ahrefs, publicada em fevereiro de 2026, as AI Overviews agora reduzem as taxas de cliques para o primeiro resultado em 58% .

Outros relatórios sugerem reduções ainda maiores, com quedas superiores a 60% no CTR orgânico e crescimento das chamadas buscas “zero-click”, quando o usuário encontra a resposta sem acessar nenhum site.

Por que AI Mode + Gemini é um novo passo nas buscas com IA?

Com o AI Mode, a busca do Google começa a se comportar como uma conversa contínua. Em vez de navegar por links, o usuário faz perguntas em linguagem natural, de forma semelhante às buscas dentro do ChatGPT.

Durante a pesquisa, o usuário do AI Mode compara opções e recebe respostas contextualizadas na própria interface:

Tela do Google AI Mode com campo de busca conversacional exibindo pergunta longa sobre pesquisa de acampamentos de verão próximos.

Fonte: Google Blog

O novo formato muda a lógica do topo do funil: a jornada deixa de ser linear (busca → site → compra) e passa a ocorrer dentro de um fluxo único de decisão mediado por IA. 

Mais uma mudança estrutural do Google é o Universal Commerce Protocol (UCP). Criado como um padrão aberto para comércio agentic, ele conecta agentes de IA, varejistas e sistemas de pagamento em toda a jornada, estabelecendo uma camada comum para que compras sejam concluídas diretamente nas experiências conversacionais do Google.

O que muda para marcas e como se adaptar? 

Com IA assumindo o topo do funil, as regras mudam rápido para as marcas: menos controle da descoberta; menos previsibilidade de tráfego e mais risco de terceiros capturarem intenção quando a fonte oficial não é clara. 

Para continuar sendo encontrado (e escolhido) nas buscas com IA, confira o guia abaixo.

Proteger a marca em todos os canais

A proteção exige monitoramento dos concorrentes para identificar casos de concorrência desleal, pirataria e abusos de marca em buscadores, marketplaces e redes sociais.

Plataformas especializadas como a Branddi utilizam tecnologia de monitoramento com IA e atuação operacional para detectar, combater e remover conteúdos, anúncios e produtos ilegais em todo o ambiente digital.

Monitorar uso indevido para evitar contaminação das referências

Com múltiplas fontes alimentando respostas de IA, qualquer distorção tende a escalar rápido. A solução mais usada hoje é combinar rastreamento contínuo com takedowns estruturados em marketplaces.

Blindar tráfego e identidade digital

Domínios falsos, anúncios fraudulentos e páginas que imitam marcas podem desviar intenção e receita, cenário evidenciado por períodos com milhares de sites fraudulentos ativos se passando por grandes empresas

Centralizar identidade, validar domínios e derrubar fraudes garante que a demanda guiada pela IA chegue ao destino legítimo.

Gostou das estratégias apresentadas? O “fim do clique” é uma mudança profunda no topo do funil, e as marcas que não se adaptam a essa nova era dos mecanismos de busca continuarão perdendo tráfego orgânico.

Quer entender como proteger sua presença digital nesse novo cenário? Fale com um especialista e solicite um diagnóstico gratuito na Branddi.

Escrito por:
Branddi
IP Team

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