Serasa reduz CPC em 39% e gera R$ 7,9 MM em economia de mídia

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Serasa reduz CPC em 39% e gera R$ 7,9 MM em economia de mídia

A Serasa é o maior bureau de crédito da América Latina e uma das marcas mais reconhecidas do Brasil no setor financeiro digital. Parte do ecossistema global da Experian, a empresa atua há décadas como referência em análise de dados, inteligência de crédito e soluções financeiras para pessoas físicas e jurídicas, conectando consumidores, empresas e instituições financeiras num dos mercados mais competitivos do mundo.

Seu portfólio digital inclui consulta de score de crédito, renegociação de dívidas, contratação de empréstimos e cartões, monitoramento de dados pessoais e carteira digital para pagamentos e serviços. Com centenas de milhões de buscas mensais associadas à marca, a Serasa opera num leilão de palavras-chave permanentemente disputado. Esse volume é um ativo valioso, e também um convite aberto para quem quer se aproveitar dele.

Quem domina a busca orgânica e paga do próprio nome vive com uma contradição. Quanto maior a marca, maior o interesse de terceiros em parasitar o tráfego que ela gera. No caso da Serasa, o problema ia além da concorrência convencional.

Uma parte relevante dos anunciantes que apareciam nos leilões institucionais da marca não eram concorrentes diretos disputando market share. Eram operadores fraudulentos: páginas que imitavam a identidade visual da Serasa, serviços de "empréstimo fácil" sem regulamentação e sites de phishing montados para interceptar consumidores no momento em que buscavam crédito ou queriam renegociar dívidas. Esses consumidores chegavam vulneráveis, em busca de solução financeira real, e encontravam golpistas bem posicionados no Google antes mesmo de ver o canal oficial da marca.

O efeito no leilão era direto: mais anunciantes disputando os mesmos termos institucionais significa CPC mais alto, campanhas mais caras e eficiência em queda. Só que o dano não se limitava ao orçamento de mídia. Consumidores desviados para sites fraudulentos comprometem a confiança na marca, mesmo quando a Serasa não tem nenhuma relação com o que aconteceu. O problema era financeiro, reputacional e, sobretudo, um risco real para as pessoas que a Serasa existe para atender.

O ponto de partida foi entender com precisão o que estava acontecendo no leilão. A Branddi ativou seu sistema de monitoramento de Brand Bidding para capturar e catalogar evidências em tempo real de todos os anunciantes utilizando os termos institucionais da Serasa em mídia paga. O diagnóstico foi claro: dezenas de domínios distintos disputavam ativamente o espaço da marca, com uma parcela registrando uso indevido direto de trademark, o que configura violação explícita de propriedade intelectual. O perfil variava bastante, de concorrentes financeiros praticando brand bidding agressivo a domínios com histórico de fraude, como plataformas de empréstimo não regulamentadas e páginas que simulavam a identidade da Serasa para capturar dados de consumidores.

Com o mapeamento em mãos, o time de Brand Strategy da Branddi organizou uma operação de combate contínua, classificando cada agressor por grau de risco e definindo o caminho mais adequado para cada caso: notificação extrajudicial, processo formal junto às plataformas de anúncios, mediação, encaminhamento jurídico ou whitelist para parceiros autorizados. Nos casos mais graves, como domínios fraudulentos e operadores reincidentes, a Branddi formalizou denúncias diretamente nas plataformas, documentando as evidências com simulações da jornada do consumidor e análises de conteúdo que comprovavam a prática abusiva.

O trabalho foi estruturado em ciclos mensais de monitoramento, análise, ação e mensuração. Todo mês, o time da Branddi entregava ao time de marketing da Serasa um relatório consolidado com dados de CPC, CPA e conversões, além de análises sobre o comportamento dos agressores e a evolução do leilão. Esse ritmo permitia ajustes contínuos: meses com maior volume de agressores ativos recebiam atenção prioritária nas notificações, e casos com tentativas de retorno eram escalados imediatamente. Cada infrator tinha sua fase documentada, da identificação ao encerramento, garantindo rastreabilidade total do processo e visibilidade clara para o time da Serasa.

A relação entre o volume de eliminações e a queda do CPC foi consistente ao longo de todo o período. Conforme os agressores saíam do leilão, o custo por clique caía junto. Ao final dos sete meses de parceria, o CPC institucional havia recuado 39,3% em relação ao baseline, chegando ao mínimo histórico no mês de maior número de eliminações acumuladas. O CPA caiu 27%, reflexo direto de um leilão com menos ruído e mais eficiência de compra.

O saving gerado pela redução do custo por clique somou mais de 7 milhões no período, representando um ROI de mais de 5000% sobre o investimento na solução da Branddi. Das 175 notificações enviadas, 66,3% resultaram em eliminação confirmada, com 116 agressores removidos do leilão. A receita das campanhas seguiu estável ao longo de todo o período enquanto o custo de mídia recuava a cada ciclo. A Branddi atuou como parceira na leitura do mercado e na priorização das ações, não só como operadora técnica. O resultado foi um leilão mais limpo, campanhas mais eficientes e um caminho mais seguro para o consumidor chegar até a Serasa.

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