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O verão e a alta temporada do turismo no Brasil também marcam um período de maior exposição a fraudes online no setor. A crescente busca por passagens, hospedagens e pacotes turísticos amplia a atuação de golpistas, que se aproveitam da sazonalidade e de um momento em que o consumidor está mais disposto a investir em lazer para aplicar golpes no ambiente digital.
Dados internos da Branddi, especialista em proteção de marcas no ambiente digital, reforçam esse cenário. Entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, foram identificadas 59.593 ocorrências de uso indevido de marcas do setor de turismo. O volume representa uma média de mais de 660 ocorrências por dia durante o verão.
Os números correspondem a quatro grandes nomes do segmento monitorados pela empresa. As marcas analisadas, consolidadas no mercado, atuam em diferentes frentes do turismo, incluindo serviços de pacotes de viagens, passagens aéreas, aluguel de resorts e assistência para intercâmbios.

Segundo a Branddi, 97% das ocorrências registradas estão relacionadas à prática conhecida como brand bidding. O brand bidding ocorre quando terceiros (concorrentes desleais ou afiliados) compram palavras-chave relacionadas ao nome de uma marca em anúncios patrocinados, geralmente em buscadores, para atrair consumidores que procuram pela empresa original. Ao clicar no anúncio, o usuário pode ser direcionado para sites não oficiais, que simulam serviços legítimos ou tentam captar dados pessoais e financeiros.
Para Diego Daminelli, CEO da Branddi, a prática tende a crescer justamente em momentos de maior demanda por viagens: “Períodos como o verão e as férias escolares ampliam o volume de buscas por passagens, pacotes e hospedagens. Esse aumento de procura abre espaço para que golpistas utilizem o nome de marcas conhecidas em anúncios patrocinados para atrair consumidores e direcioná-los para páginas não oficiais.”
Segundo ele, a empolgação típica do período também pode levar os consumidores a relaxar em alguns cuidados durante a compra. “Esse também é um momento em que o consumidor está empolgado para descansar, tirar férias e viajar e, muitas vezes, acaba se descuidando de algumas etapas importantes para identificar golpes digitais. Preços muito abaixo do mercado, divulgação em perfis suspeitos, anúncios sem avaliações ou pedidos de pagamento fora de plataformas oficiais são alguns sinais de alerta que precisam ser vistos com desconfiança”, explica.
Além do risco direto aos consumidores, o impacto também recai sobre as empresas do setor, que podem sofrer perda de tráfego em seus canais oficiais, prejuízos financeiros e danos à reputação da marca.
Metodologia
Para a realização do estudo, foram utilizadas informações da base de dados interna da Branddi, considerando o período de dezembro de 2025 a fevereiro de 2026. Ao longo do levantamento, foram analisadas quatro marcas do segmento de turismo, buscando traduzir o cenário geral do setor.
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